Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

___CONTICASOS___
Este espaço e dedicado a todos os trabalhadores.

Categoria: - MEMORIAS

30/04/2008 GMT 1

Já há 70 anos era assim...

jerryjerr @ 15:25

70anos3.jpg

ZECA AFONSO

jerryjerr @ 15:04

zeca_1.jpg

Para ouvir as canções, seleccionar em «Discografia» (coluna do meio) o que se pretende, e na coluna da direita, abaixo da capa do álbum, aparecendo as canções, ouve-se a que se quiser, através do «dispositivo de som» (seta de «play», setas de selecção para trás e para a frente).

 

Clique aqui 

16/05/2007 GMT -0

Cidade do Porto - Fontes abastecidas pela água do Campo Grande

jerryjerr @ 22:44

thumbsbbbbbbbbb.jpg

O contrato para o abastecimento de água ao domicílio, feito entre a Câmara do Porto e a Companhia (Compagnie Général des Eaux pour l'Etranger) é de 22 de Março de 1882.

Isto quer dizer que, até àquele ano, os cidadãos do Porto que não tivessem poços privados, se abasteciam nas fontes e nos chafarizes que havia espalhados por toda a cidade.

Por sua vez, as fontes e chafarizes eram abastecidos por água proveniente de vários mananciais. Os mais célebres eram o de Paranhos ou Arca d'Água, por ter nesta última localidade as nascentes, que eram três; o de Camões e o da Aguardente (actual Praça do Marquês de Pombal); e outros, entre os quais estava o manancial ou aqueduto do Campo Grande, de que se não tem falado muito, embora abastecesse um significativo número de fontes e chafarizes.

O Campo Grande é o actual Campo de 24 de Agosto. Este concorrido local do Porto teve várias denominações ao longo dos tempos. Tinha, na Idade Média, a pitoresca denominação de Campo de Mijavelhas; depois deram-lhe o nome de Poço das Patas, o que até se compreende se tivermos em conta as características alagadiças do terreno onde se formavam enormes poças que aquelas aves frequentavam com assiduidade; por 1833, era o Campo da Feira do Gado, porque nesse espaço se realizava um importante mercado de gado bovino; seis anos depois, já era só o Campo Grande; e a actual designação foi-lhe dada por deliberação camarária de 1 de Agosto de 1860.

Como atrás ficou dito, o Manancial do Campo Grande tem sido, em comparação com os demais, o que menos atenção tem despertado a quem se tem debruçado sobre a história do abastecimento de água à cidade do Porto. Daí que escasseiem alguns dados históricos, nomeadamente, o da data da sua construção. Sabe-se, no entanto, que é anterior ao ano de 1849, pois existe um documento que fala de "uma biqueira" (telha por onde corre a água) que lançava no Manancial do Campo Grande água que vinha de uma mina do Visconde de Castelões.

O abastecimento deste manancial era feito por nascentes "nativas" ou seja, que ficavam por ali muito perto; e ainda pela água de uma mina pertencente a José de Melo Peixoto, da Póvoa de Baixo (na confluência da Rua de Santos Pousada com o Campo de 24 de Agosto); e de uma outra mina de que era proprietário Florido Rodrigues Pereira Ferraz, situada na "Estrada do senhor do Bonfim", a Rua do Bonfim dos nossos dias. Em data que não é possível confirmar, a Misericórdia do Porto comprou a Manuel Correia Espadeiro e mulher, moradores no Poço das Patas, "huma poça d'Agua, no Monte de Mijavelhas, junto aonde antigamente estivera a forca" para ser introduzida no manancial e daí seguir para o recolhimento das Órfãs (Nossa Senhora da Esperança).

Vejamos agora quais eram as fontes e os chafarizes que beneficiavam da água deste manancial. Em primeiro lugar, naturalmente, a "Fonte de Mijavelhas" , aquela que foi encontrada aquando da construção da estação do Metro e cujas pedras a administração daquela empresa em boa hora resolveu conservar, dentro da própria estação, como memória histórica do sítio. As "vertentes" (águas que sobravam) iam abastecer "os magníficos lavadouros públicos" que ali havia e, após isso, continuavam a céu aberto e a sua força era aproveitada para mover os moinhos das Fontainhas.

A água do Campo Grande abastecia mais as seguintes fontes públicas uma na Rua das Fontainhas, que ficava mesmo à entrada desta artéria; o chafariz da Praça da Batalha, obra monumental "que evocava os melhoramentos feitos nesta praça nos tempos passados"; seguia depois "o encanamento" pela "Rua da Senhora do Terço" e pela Rua Chã, até ao chafariz do Anjo (S. Miguel), construído por iniciativa do Cabido, no antigo Largo da Sé, acima do sítio onde estava a Porta de Vandoma e onde ainda está; o célebre chafariz da Rua Chã, que ficava entre a rua deste nome e a Rua do Cativo, em frente à casa conhecida pelo Paço da Marquesa, por nela ter vivido a última Marquesa de Abrantes; a Fonte do Largo de S. Sebastião, uma das mais antigas que havia na cidade, actualmente no Largo do Dr. Pedro Vitorino.

A água do Manancial do Campo Grande seguia, também, devidamente encanada, por baixo da Rua da Murta (Rua do Morgado de Mateus) e saia em S. Lázaro, "defronte onde estava a Igreja Velha dos religiosos Antoninos" (edifício da Biblioteca Pública Municipal) para onde seguia um anel de água. Um anel equivalia a oito penas e cada pena correspondia a um fornecimento diário de 1.272 litros. Era com um anel de água, por exemplo, que o aqueduto abastecia a Fonte de S. Lázaro.

Enviado por mail- Alexandre

Capela dos Alfaiates ou de Nossa de Agosto

jerryjerr @ 22:42

fotog_5_0.jpgO nome desta capela provém do facto de a Confraria dos Alfaiates ter como padroeira a Nossa Senhora da Assunção e porque a festa à dita Senhora era realizada a 15 de Agosto de cada ano.

Inicialmente localiza próximo à Sé esta capela foi transferida nos anos 50 para onde se encontra actualmente, na confluência das ruas do Sol e de S. Luís. Apresenta uma planta rectangular, na maior parte ocupada pela nave coberta por abóbada abatida.

A Capela dos Alfaiates pertence ao século XVI (1554-1555), a sua construção em estilo de transição com traços renascentistas estão mais presentes no portal da modesta capela sobrepujado por amplo janelão e entablado pela imagem de Nossa Srª da Assunção ou de Agosto.

O interior desta reveste-se de grande valor arquitectónico. A capela-mor abre com um arco pleno, cobre-a uma abóbada apainelada em duas ordens, com rosas no meio dos caixotões.

As duas abóbadas formam um exemplar da aliança do gótico e da renascença

O retábulo da segunda metade do século XVI, é constituído por oito pinturas em tábua, emolduradas. Os painéis distribuem-se em dois níveis, rematados por um frontal, representando cenas bíblicas.

Entre estas cenas podemos admirar a Assunção, Adoração dos Reis Magos e o Menino Jesus entre os Doutores.

Enviado por mail- Alexandre

Chafariz de S. Miguel

jerryjerr @ 22:40

fotog_106_0.jpgAo lado da galilé construída por Nasoni, encontra-se uma fonte - o Chafariz de S. Miguel (ou do Anjo) - também atribuída ao célebre arquitecto e pintor italiano. Nicolau Nasoni trabalhou no Porto de 1725 a 1773 e aqui casou com uma sua patrícia, em 1729.

No ano seguinte, já viúvo, voltou a casar, desta vez com uma portuguesa, e por cá ficou até à sua morte, em 1773, sendo sepultado (de acordo com a sua própria vontade) na igreja dos Clérigos, a obra mais emblemática de todas as que realizou na cidade.

O chafariz de S. Miguel, perfeitamente enquadrado no conjunto da catedral, é uma das obras menores de Nasoni, mas não deixa de ter alguma beleza arquitectónica.

Adoçado à parede da Casa do Despacho, da Sé, apresenta uma interessante moldura constituída por uma grade em ferro forjado (um belo exemplar das muitas obras do género semeadas em varandas, portas e janelas do Porto, durante os séculos XVII e XVIII) e um relevo em mármore, incrustado na parte superior da fonte. A rematar o conjunto, uma pequena escultura em pedra de Ançã, representando o anjo S. Miguel, que dá o nome à fonte.

Enviado por mail- Alexandre

Postigo do carvão (Porto)

jerryjerr @ 22:39

fotog_157_0.jpgEste é o único dos postigos pertencentes à muralha do século XIV, que protegia a Cidade, que se manteve até aos nossos dias.

Embora pouco perceptível, localiza-se entre a rua da Fonte Taurina e o Cais da Estiva ou da Alfândega Velha.

Entre as suas pedras encontrava-se uma inscrição gótica que assinalava o facto de se ter mandado um vedor examinar as âncoras de Gaia, «para pôr uma cadeia e amarração», na era de 1386.

Enviado por mail- Alexandre

Capela das Almas - Igreja

jerryjerr @ 14:26

fotog_4_0.jpgA Capela das Almas fica situada, no coração da baixa portuense, fazendo esquina com a Rua Santa Catarina e a Rua Fernandes Tomás, a sua construção data dos princípios do séc. XVIII sendo que a simplicidade das suas linhas por pouco não mostram a sua grande beleza artistica.

Na fachada principal abre-se, a meio, uma porta, emoldurada e rematada, superiormente, por um frontão circular partido. No mesmo enfiamento e por cima desta, um janelão, também rematado, superiormente, por frontão circular. No tímpano, em amplo frontão triangular, fixa-se um brasão, bipartido, com as armas de S. Francisco, Chagas e de Santa Catarina, dentro de uma cartela rematada por uma coroa fechada. Nos extremos da cornija duas urnas e, ao centro, uma cruz de pedra.

Separada por uma pilastra, à esquerda, ergue-se a torre sineira, em dois andares; o primeiro tem uma porta, ao centro, com uma pequena janela no seu enfiamento e, no segundo, quatro janelas sineiras rematadas por um varandim, com pirâmides aos cantos. A cúpula é rematada por uma cruz de ferro. "

A capela tem dois corpos, sendo o segundo mais baixo, e sofreu obras de ampliação e restauro que modificaram o estilo original, em 1801.

Data já do séc. XX (1929), todo o revestimento de azulejos do exterior, representando passos da vida de S. Francisco de Assis e de Santa Catarina, Santos adorados na dita capela.

O altar-mor e os altares da nave são de estilo neo-clássico. Estes são dedicados a S. João e a Nossa Senhora da Conceição e a Nossa Senhora de Fátima, Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora das Dores, respectivamente à esquerda e à direita.

O painel do altar-mor representa a Ascenção do Senhor. Em plinto, junto ao altar-mor, a imagem do Senhor Ressuscitado.

À entrada, do lado esquerdo, podemos ver um painel de azulejos representando a imposição das Chagas a S. Francisco, à direita, as Almas, S. Francisco Santa Catarina.

No janelão da fachada principal há um vitral, representando as almas (terceiro quartel do séc. XX). A imagem de Nossa Senhora das Almas é ainda do séc. XVIII, enquanto as outras são modernas.

É no entanto de salientar a curiosa mistura de cenas da vida de Santa Catarina de Sienna com a de Santa Catarina de Alexandria, virgem e mártir, patente na fachada principal. A ultima vez que estes foram objecto de recuperação foi em 1982.

Enviado por mail- Alexandre

Barro negro de Bisalhães

jerryjerr @ 14:24

texto3.jpg"Vai morrer" esta arte, os mais novos não lhe pegam, e essa certeza deixa Manuel Martins um pouco sombrio. Aproxima-se assim da tez do barro negro que vai moldando, à vista de quem queira comprar, no desvio de Vila Real para a aldeia de Bisalhães, onde vive e aprendeu o mister. Deita um olhar de soslaio para a venda do lado, a poucos metros, "é minha vizinha, não é da família", e nesse reconhecimento passa a mágoa que tem pela concorrência desleal: "A cada carro que pára ela vai lá e abre a porta para me roubar os clientes".

Estas coisas são mesmo assim, "o teu inimigo é o colega de ofício", e Manuel Martins vai despachando uma bucha de carne e um copo de tinto enquanto revela os caminhos deste barro, também tinto. É picado no armazém, peneirado e amassado, quando está seco é amarelo. O que dá lhe dá o tom negro, ou melhor, cinzento, é uma mistura com musgo e terra preta, tradição que o povo de Bisalhães segue há muitos séculos, os suficientes para firmar a tradição. Manuel garante que os seus fornos vão aos 900 graus, "já foram medir a temperatura", e tem orgulho nessa certeza.

Aqui há quatro barracas a oferecer barro negro, todas da Câmara Municipal de Vila Real, e "quando deixarmos isto entregamos a chave". A filha é subgerente de conta de um banco e também "não morre à fome por causa disso". Mas quem inventou este conceito de venda à beira da estrada, garante o artesão, "foi o meu sogro que Deus tem, deviam fazer-lhe uma estátua", porque "andávamos aí de aldeia em aldeia até que ele entregou a ideia à filha, que é hoje a minha Ermelinda".

Créditos firmados, Manuel mostra o que tem para oferecer, "uma panela tripé a 35 euros, aquela maiorzinha, o alguidar para o arroz de forno", em vários tamanhos. Um jarrão grande chega aos 50 euros, há castiçais negros perfeitos nas suas formas. E é o artesão que revela: "Já tive aqui dias em que ganhei cem contos".

Enviado por mail- Alexandre

24/04/2007 GMT -0

25 de abril em video...

jerryjerr @ 19:10

Vejam este video camaradas, com esta excelente musica...

VIVA O 25 DE ABRIL................



25 de Abril de 1974
Colocado por fisga69

25 de Abril-Revolução dos Cravos

jerryjerr @ 18:29

O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante o movimento popular que rapidamente apoiou os militares. Este levantamento é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução devolveu a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).

450px-grandola_vila_morena.JPG

Preparação

A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, "Portugal e o Futuro", no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.

Movimentações militares durante a Revolução

No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.

Às 22h 55m é transmitida a canção ”E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por Luís Filipe Costa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que espoletava a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.

O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção ”Grândola Vila Morena“, de José Afonso, pelo programa Limite, da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.

O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.

No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. E forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.

À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcello Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.

A revolução, apesar de ser frequentemente qualificada como "pacífica", resultou, contudo, na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.

Cravo

O cravo tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, apoiando os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das espingardas.

Consequências

No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.

Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de um milhão de pessoas.

Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta entre a esquerda e a direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. Foram igualmente "saneadas" e muitas vezes forçadas ao exílio personalidades que se identificavam com o Estado Novo. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.

A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.

800px-coruche_mural_25_abril.jpg

  • Arquivo | Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis