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Categoria: > Vida animal

Os morcegos

jerryjerr 29/08/2008 @ 22:27
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O morcego não é um roedor cego com asas, como muita gente pensa. É um mamífero da ordem Chiroptera, que cumpre funções vitais na natureza: polinizar, dispersar sementes e controlar pragas de insetos. “A infundada rejeição social em relação aos morcegos não corresponde à sua importância como controladores naturais de pragas agrícolas e florestais, nem com a riqueza e diversidade que dão à nossa fauna. A destruição de seus refúgios naturais, as alterações em seu hábitat e o uso de inseticidas agrícolas” constituem as principais ameaças para as espécies de morcegos que habitam a Espanha, diz um estudo sobre a situação desses mamíferos na Península Ibérica publicado pela revista espanhola Quercus.

Atualmente existem 1.075 espécies diferentes de morcegos no planeta, 150 a mais do que as catalogadas em 1990. As novas espécies puderam ser reconhecidas graças às modernas tecnologias de seqüência do ácido desoxirribonucléico (ADN), e a maioria foi identificada na América Latina, no sudeste da Ásia e nas ilhas do Pacífico. Os restos mais antigos de morcegos que se conhece datam de aproximadamente 50 milhões de anos, mas os que viveram nessa época distante não são muito diferentes dos que conhecemos hoje.

Esses mamíferos pertencem ao grupo dos Chiroptera, que significa mão-asa e, como os humanos, têm apenas uma cria que amamentam. Existe uma variedade imensa de tamanhos e aparências de morcegos, e algumas chegam a viver até 34 anos. O menor do mundo pesa menos do que uma moeda, outros têm pelagem longa como de angorá e sua cor varia desde o vermelho brilhante ou amarelo até o negro ou branco. Inclusive, há uma espécie que não tem pelo. Alguns cientistas afirmam que os primatas (lêmures, macacos e homens) e os morcegos compartilhariam um ancestral comum parecido com um musaranho (mamífero noturno semelhante ao rato). Nas zonas tropicais, as atividades de dispersão de sementes e polinização dos morcegos que se alimentam de frutas e néctar são vitais para a sobrevivência das florestas chuvosas, diz o site da organização não-governamental Bat Conservation International (BCI).

O morcego guanero, ou morcego mexicano de cauda livre, chega a 93 milímetros de comprimento e 15 gramas de peso. Ele se vale de suas orelhas largas e separadas para localizar suas presas. Essa espécie habita covas no sul dos Estados Unidos, bem como no México, América Central e Antilhas, e na América do Sul chega até a parte central do Chile e da Argentina. A organização conservacionista norte-americana Wildelife Trust afirma que a maior colônia de morcego mexicano que se conhece é encontrada na Cova Bracken, norte de San Antônio, no Estado norte-americano do Texas, e possui cerca de 20 milhões de indivíduos capazes de consumirem até 250 toneladas de insetos por noite.

Uma das características mais surpreendentes dessa espécie é que, quando nascem as crias, as mães saem da cova em busca de alimento e, ao retornarem, podem localizar o filhote em poucos minutos entre milhões de pequenos indivíduos. No Estado de Nuevo León, no México, fica a Cueva de La Boca. Esse local tinha a maior colônia de morcego mexicano do mundo, 95% da qual desapareceu na última década, segundo o site.

Por sua agitada vida noturna, “os morcegos terminam cada jornada literalmente de ponta-cabeça, o que lhes é adequado para descansar, pendurado-se em seu cabide com um gasto mínimo de energia. Embora a maior parte das espécies tenha patas fracas, pelo menos uma (Desmodus) é capaz não só de caminhar, com também de saltar”, explica o site da Associação Nacional de Controladores de Pragas Urbanas (ANCPU, do México).

Como os golfinhos, quase todos os morcegos se comunicam e navegam utilizando sons de alta freqüência. Para voar à noite, os morcegos possuem um programa especializado conhecido como ecolocação. Os sons emitidos pelos quirópteros ricocheteiam nos objetos e nas presas, que localizam com claridade tridimensional através dos ouvidos e, desta maneira, conseguem voar sem problemas, mesmo na noite mais escura, acrescenta a ANCPU.

Revista Quercus (espanhol)
Bat Conservation International (BCI) (inglês)
Wildlife Trust (espanhol)
Associação Nacional de Controladores de Pragas Urbanas (espanhol)
Hanford Reach National Monument (espanhol e inglês)
Morcego de pelo prateado (inglês)
Os morcegos (português)
AnimalNet - Morcego (português)
Saúde Animal - Morcegos (português)
Morcegos. Quem são, afinal, estas estranhas criaturas? (português

NASCIMENTO de UM PANDINHA

jerryjerr 30/05/2007 @ 18:28

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O Koala

jerryjerr 24/04/2007 @ 23:30

O koala é um marsupial de quem toda a gente gosta.
O koala habita nas selvas e florestas australianas.
Vive calmamente nos eucaliptos, em cujos ramos se desloca com muita agilidade.
Salta de umas árvores para as outras para se agarrar com firmeza, enrola os dedos nos troncos, cravando neles as suas garras afiadas.
A sua alimentação limita-se às folhas de alguns tipos de eucaliptos que costuma guardar nas bochechas. Para as conseguir digerir tem um intestino muito longo. Ele escolhe as folhas que vai comer, tirando-as da parte da árvore em que as quantidades de substâncias tóxicas são mais pequenas.
Raramente bebe água. Por isso, deram-lhe o nome de koala que é uma palavra aborígene que significa não bebe. Este animal tira dos alimentos toda a quantidade de líquidos que precisa.
Assim que um urso koala nasce pesa pouco mais de 5 gramas e é do tamanho de uma moeda de um escudo.
Quando nasce rasteja sozinho para dentro da bolsa que fica situada no estômago da mãe.
Lá dentro agarra-se à mãe para beber o leite até ficar crescido e poder sair. A mãe transporta-o às costas até aos 6 meses.
Durante mais ou menos 2 meses, o koala entra e sai quando quer da bolsa da mãe. Para habituar o bebé a comer folhas de eucalipto, a mãe koala mastiga-as e dá-lha um pouco mastigadas.
São as mães koalas que ensinam os bebés a escolher as folhas de eucalipto boas para a sua alimentação e esta seria a maior dificuldade para alguém que tentasse domesticar um koala. Apesar dos koalas serem animais muito sociáveis, não devemos domesticá-los porque eles morreriam mais cedo.
O koala grande mede menos de um metro e o seu corpo rechonchudo apresenta uma pelagem, lanuda e suave, de cor acinzentada. As orelhas são redondas e felpudas e o nariz é grande e preto. Com este aspecto é um animal que inspira imensa ternura!
Estes animais não perdem a calma nem fogem quando nos aproximamos deles.
Quando os colonos brancos se instalaram na Austrália, puseram imediatamente em risco os koalas porque destruíam florestas para fazerem habitações e plantações agrícolas. Em 1924 chegaram a exportar dois milhões de peles de koala.
Hoje tomaram-se medidas de protecção e o koala já não corre tanto perigo.

CONCLUSÃO
Os jardins zoológicos são importantes para ajudar a preservar os animais em vias de extinção porque lhes dão as condições de que eles precisam para sobreviver, mas é preciso ter muito cuidado porque o cativeiro nunca é igual ao meio ambiente natural de cada animal.

Animais em Extinção

jerryjerr 22/03/2007 @ 15:18

O HOMEM E A POLUIÇÃO

Tudo o que fazemos tem reflexos na Natureza que nos rodeia. Os homens primitivos causavam apenas ligeiras alterações mas  o homem moderno e responsável por grandes danos ambientais.
Há 500 anos os europeus começaram a explorar o mundo. Levaram consigo animais e plantas armas modernas, tecnologias, doenças e um modo de vida que destruiu o equilíbrio ambiental das terras que descobriam

ANIMAIS EM VIAS DE EXTINÇÃO

 Desde que a terra existe, numerosas espécies de animais foram morrendo e passado alguns anos foram substituídos. Os homens destruíram muitas espécies de animais em pouco tempo. Nunca mais serão substituídos, por que é preciso salvar os que restam. O dodó é uma espécie de uma ave desaparecida; os marinheiros que desembarcavam para a Ilha Maurícia caçavam-no para o comer. Constituiu também presa de ratos e dos porcos levados pelos navios.
Os crocodilos também são mortos por causa da sua pele: transformar-se-à em sacos, sapatos, carteiras... Estão a rarear. São protegidos, mas os caçadores furtivos continuam a caçalos. O gravial dos ganges, que vês aqui, é uma das espécies mais ameaçadas.

Qual é o animal maior do mundo?
A baleia azul. Do Árctico ao Antárctico, desloca-se ao longo milhares de quilómetros. O seu corpo enorme é uma grande fonte de riqueza: sua gordura dá óleo a sua carne come-se.

ANIMAIS EM PERIGO - PERDA DE HABITAT

As espécies ficam ameaçadas se puderem os seus abrigos e o alimento.Os herbívoros podem morrer de fome se as plantas de que se alimentam desaparecerem. Então os predadores também morrem porque há menos herbívoros e podem começar atacar outras presas. E assim sucessivamente.
As espécies extinguem-se quando se afecta o equilíbrio do seu meio ambiente. Isto pode acontecer devido a causas naturais, mas actualmente deve-se subretudo aos resultados da intervenção humana.

CAÇADORES E PRESAS

Num ambiente saudável, deve existir sempre um equilíbrio entre caçadores e os animais que estes caçam, as presas. Se as presas escasseiam os caçadores deixam de ter alimento e morrem.

O HOMEM CAÇADOR

O homem caçou sempre para obter alimentos e descobriu utilizações para as “sobras” tais peles, penas, marfim e óleos. Desde os tempos pré-históricos a caça levou a extinção de muitos animais.

ILHAS

Os marsupiais por exemplo o canguru e o coala sobrevieram na Austrália, que é como uma enorme ilha separada do resto do mundo.

ANIMAIS SELVAGENS E EM EXTINÇÃO

Sabias que...

- Píton-reticulada
A Píton-reticulada habita as florestas tropicais quentes e húmidas, onde  sua cor se confunde com a vegetação. O seu comprimento varia entre os seis e nove metro. Apesar do tamanho, que assusta esta píton é tão dócil quanto a jibóia e pode até ser domesticada. Tanto em cativeiro como no seu ambiente natural, tem por habito descansar de dia e caçar á noite. Adora água e chega a ficar o dia inteiro num agradável banho de imersão apenas com a cabeça de fora.

- Pecari
A Pecari é uma espécie de porco selvagem da América do Sul. A sua principal característica é o calor de pêlos brancos em volta do pescoço: o resto do corpo e cinza e preto com reflexos.
Fora da manada a pecari cai no papo da onça. Diz o povo “sozinho é presa fácil”. Em bando torna-se irascível, perigoso e até a onça prudente, prefere afastar.

EXTINTO

Quando morre o último indivíduo de uma espécie animal ou vegetal, a espécie diz-se extinta (ex.).
Não existe mais nenhum exemplar no mundo. Se uma espécie não foi encontrada na natureza nos últimos 50 anos, considera-se extinta.
A extinção faz parte do ciclo normal da vida durante a História do nosso planeta muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se. O seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Depois da extinção dos dinossauros, o seu lugar foi ocupado pelos mamíferos.
Durante 50 a 100 anos, o ritmo destas extinções aumentou muito. Agora está cada vez mais acelerada.

ESPÉCIES EM PERIGO DE EXTINÇÃO (E)
São aquelas de que existe um número tão reduzido de exemplares que provavelmente serão extintos. Poderão sobreviver se forem cuidadosamente protegidos.

ESPÉCIES VULNERAVEIS (V)
Transformar-se-ão em espécies em perigo de extinção se as dificuldades se encontram no seu meio Ambiente não forem superados. Precisão de protecção.

ESPÉCIES RARAS (R)
Estão em perigo devido ao reduzido número de indivíduos existentes no mundo inteiro.
Todos estes animais estão extintos. Tudo o que deles resta são figuras exemplares de museus. Por exemplo, o lobo da Tasmânia viveu na Austrália e na Nova Guiné e sobreviveu na Tasmânia até 1930. Estes animais matavam os carneiros e, a partir de 1830, pagava-se um prémio por cada escalpe conseguido. O último lobo da Tasmânia morreu no jardim zoológico de Hobart em 1936, mas é possível que haja sobreviventes em alguma zona selvagem ou remota.

MATAR POR LUXO

Á caça de peles
Por trás da fachada elegante da indústria de peles, que movimenta rios de dinheiro, está a triste validade da matança. Todos os anos, milhões de animais apanhados em armadilhas, sofrem uma morte lenta dolorosa. Ficam presos pelas patas, pescoço ou tronco, em armadilhas de metal ou nas condias. Os animais permanecem na ratoeira cerca de 15 horas antes de serem estrangulados ou mortos á paulada.
Um Lince do Alasca esteve com a pata presa numa armadilha durante seis semanas. Conseguiu manter-se vivo tanto tempo porque os outros animais do seu grupo familiar lhe levavam comida. As armadilhas são segas. Muitos outros animais, tais como águias, corujas, cisnes e animais domésticos são apanhados, mortos e rejeitados. Na gíria do comércio, estes animais são "lixo".

O panda vermelho

jerryjerr 22/03/2007 @ 13:12

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A família dos guaxinins

O panda vermelho – Ailurus fulgens

O panda vermelho é o único membro da família dos guaxinins que vive fora das Américas.

Área de distribuição e habitat
O panda vermelho habita as florestas montanhosas do oeste da China, e as encostas ao sul dos Himalaias. Ele vagueia por altitudes de até 4.000 metros, e raramente se aventura abaixo de 1.800 metros.

Aparência, tamanho e peso
A pelagem espessa do panda vermelho é castanho-avermelhada no dorso e laterais, enquanto o abdômen é mais escuro. Sua cauda grossa tem cerca de 50 centímetros, com anéis amarelos e vermelhos. O panda vermelho tem manchas brancas na cara, parecidas com as do guaxinim. Suas orelhas são pontudas, e suas garras afiadas e curvas são parcialmente retráteis. Seu tamanho lembra o de um gato grande. Como o panda vermelho também tem um polegar “extra”, alguns zoólogos o classificam em uma família separada, juntamente com o panda gigante.

Dieta
Assim como seu primo maior, o panda gigante, o panda vermelho também se alimenta principalmente de bambu. No entanto, sua dieta também inclui frutas, raízes, líquens, ovos, filhotes de pássaros, insetos e pequenos roedores.

Estilo de vida
Estes membros da família dos guaxinins são ativos ao final do dia e à noite e, com exceção do período de acasalamento, são normalmente solitários. Eles gostam de dormir nas horas quentes do dia em buracos ou no topo de árvores frondosas. Os pandas vermelhos usam rotas fixas para beber e se alimentar em seu território, que eles sinalizam com uma secreção de cheiro forte, expelida por uma glândula anal.

Comportamento social e reprodução
Durante o período reprodutivo, os machos atraem as fêmeas com guinchos altos. Depois de uma cópula bem-sucedida, a fêmea tem de um a quatro filhotes, em um período de gestação que dura de 112 a 158 dias. As crias são abrigadas em buracos nas árvores, ou em fendas de rochas forradas com grama. Os pandas vermelhos tornam-se sexualmente maduros com dois ou três anos de idade.

Situação
O panda vermelho é considerado uma espécie em perigo de extinção. No entanto, não há dados definidos sobre os números de sua população.

 

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