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PSP quis saber número de manifestantes

A Direcção Nacional da PSP emitiu um comunicado assegurando que a "recolha de dados" junto das escolas, sobre a manifestação de professores de sábado em Lisboa, visava "somente" facilitar a circulação de pessoas e viaturas. O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, exigiu que o Governo esclareça se ordenou as deslocações de agentes da PSP.

"Tendo em conta a realização da manifestação de professores e educadores a ter lugar em Lisboa, dia 8 de Março, e dada a necessidade de garantir a segurança das pessoas, o fluxo de trânsito, bem como garantir que o direito de manifestação decorresse de harmonia com o constitucionalmente estabelecido, foi solicitado a todos os Comandos da PSP para que obtivessem dados relacionados com o número estimado de pessoas a deslocar-se à cidade de Lisboa, o número de autocarros envolvidos no seu transporte e horários previstos de chegada", refere o comunicado da PSP.

Segundo uma fonte Executivo da Escola secundária de Ourém, agentes à civil apresentaram-se naquele estabelecimento de ensino pedindo informações sobre o número de participantes na manifestação alegando "que tinham ordens superiores e que tinha a ver com a concentração de trânsito em Lisboa",

Também na Escola Básica 2,3 D. Afonso IV foi confirmada a presença dos agentes à paisana, que quiseram saber os "valores percentuais" de professores que iriam à manifestação.

O presidente da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), João Dias da Silva, classificou a situação de "inaceitável", sublinhando que a plataforma responsável pela organização do protesto de sábado tem estado em permanente contacto com a PSP, de forma a organizar a chegada dos autocarros que trazem os manifestantes a Lisboa.

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Interrogado sobre as deslocações da PSP a escolas, no final de um jantar com professores sociais-democratas em Lisboa, Luís Filipe Menezes ressalvou que o PSD vai "apurar se realmente se confirmam estas atitudes, o que é que as enquadrou, o que é que as justifica".

"De uma forma ou de outra, isto mimetiza um pouco a atitude do próprio primeiro-ministro que sempre que vê uma manifestação acusa logo os manifestantes de serem todos comunistas ou revolucionários", considerou.

A confirmar-se, é "uma situação completamente caricata e aberrante", "inadmissível" e "que merece eventualmente posições políticas bem mais duras no âmbito parlamentar", acrescentou o presidente do PSD.

Menezes enquadrou esta notícia numa "situação grave do ponto de vista de direitos, liberdades e garantias" que diz existir em Portugal, "própria de outro tipo de democracias, onde os presidentes e os primeiros-ministros falam horas seguidas ao País por semana".

Por seu lado, o secretário-geral do CDS/PP, João Almeida, considerou
normal que a PSP obtenha informações sobre o número de professores que sábado protestam em Lisboa, defendendo que a segurança das pessoas que vão participar tem de ser assegurada.

LUSA

jerryjerr @ 14:39

Do Melhor Linkk | del.icio.us

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